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quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Fotocatalisador mata bactérias e vírus

Na batalha contra as bactérias, os investigadores da Universidade de Illinois desenvolveram uma nova e poderosa "arma" - um processo de desinfecção fotocatalítica que usa a luz visível para destruir bactérias e vírus. Este processo pode também ser usado para purificar a água potável, desinfectar instrumentos cirúrgicos e remover impressões digitais indesejadas de materiais ópticos e eléctricos.

Criado a partir de uma matriz de óxido de titânio com nitrogénio, o catalisador é activado pela luz solar ou luz artificial, apresentando uma eficácia reduzida. No sentido de a aumentar, Shang e a sua equipa adicionaram nanopartículas de Palladium à matriz. Estas nanopartículas aprisionam os electrões, libertados aquando da incidência da luz, permitindo a ocorrência de reações para produzir agentes oxidantes que matam bactérias e vírus.

"O novo catalisador apresenta também um efeito de memória único, que permite continuar a eliminar agentes patogénicos letais até 24 horas depois de se apagar a luz." afirma Jian Ku Shang, professor de Engenharia e Ciência de Materiais.
Quando não existe incidência de luz, as nanopartículas de Palladium libertam lentamente os electrões que podem reagir com compostos da matriz, produzindo mais agentes oxidantes.

Apesar da sua aplicação relacionada com bactérias e vírus, este catalisador poderá no futuro encontrar-se incluido em todos os computadores, uma vez que impede a fixação de pó e impressões digitais indesejadas no ecrã.

Rui Lopes

domingo, 17 de janeiro de 2010

Já é possível misturar água e azeite

Nanopartículas capazes de catalisar reacções
“Misturar água e azeite” é já uma expressão popular que define a impossibilidade de juntar dois compostos. Uma equipa de cientistas norte-americana provou o contrário e os resultados podem ir muito além do que fechar mais um capítulo da luta entre a ciência e o senso comum.

Foi graças a um catalisador, e à consequente aceleração química da mistura, que investigadores da Universidade de Oklahoma conseguiram juntar água e azeite.

Esta investigação permite avançar com as técnicas de refinamento de combustíveis. “Os combustíveis comuns só contêm componentes hidrofóbicos e os biocombustíveis contêm compostos oxigenados como os aldeído, álcoois e ácidos que são muito solúveis em água”, explica Daniel Resasco, um dos autores do estudo, ao El Mundo.

“A novidade é que estas nanopartículas que temos desenvolvido são capazes não só de estabilizar emulsões de água e azeite como também de catalisar reacções”, adiantou o cientista.

Estes nanohíbridos apresentam duas facetas: são hidrofílicos e hidrofóbicos. Ou seja, solúveis e não solúveis em água e por isso podem catalisar reacções tanto na água como no azeite. “Deste modo, eliminam-se muitos passos no processo de melhoramento dos biocombustíveis”, reafirma Resasco.


Nanopartículas especiais

A equipa dirigida por Steven Crossley preparou um grupo especial de nanopartículas misturando nanotubos hidrofóbicos com óxido de silício, que é hidrofílico. Os cientistas usaram paládio, um metal branco do grupo da platina, como catalisador metálico nas nanoparticulas e mediram a reacção do catalisador.

A Science avança também com a notícia que as nanopartículas com paládio reagem em três níveis diferentes dos que se utilizam no refinamento da biomassa.

“Este método melhora os sistemas catalíticos conhecidos porque estas nanopartículas catalisam as reacções de uma maneira completa. Além de disto, são facilmente recuperáveis ao fim de cada reacção”, adiantaram os investigadores de Oklahoma à Science.

Segundo Resasco, o processo permite a conversão simultânea de todos os produtos oxigenados de uma maneira mais económica e eficaz. Os resultados “podem estender-se a muitas outras áreas como a química e a indústria farmacêutica”.

Fonte: Ciência Hoje

Rui Lopes